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quinta-feira, 3 abril 2025
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Big techs perdem R$ 5,6 trilhões após 'tarifaço' de Trump

Internet

Durante sua campanha e o início de seu mandato, Trump cultivou proximidade com líderes dessas empresas

Nesta quinta-feira (3), as big techs sofreram perdas em valor de mercado após o anúncio de tarifas globais por Donald Trump.

O prejuízo total das principais empresas de tecnologia dos EUA — Apple, Amazon, Meta, Alphabet (Google), Microsoft, Nvidia e Tesla — atingiu cerca de US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,6 trilhões).

Se considerarmos apenas as cinco maiores (Apple, Amazon, Meta, Alphabet e Microsoft), a perda foi de US$ 772 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões) no mesmo período.

Perdas individuais das empresas

  • Apple: perdeu US$ 311 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em valor de mercado entre 2 e 3 de abril, com suas ações caindo 9,25% em Nova York. Outras fontes indicam uma queda de até 9,67% no fechamento do dia 3.
  • Amazon: registrou uma queda de 7,21% a 8,12% nas ações, o que equivale a uma perda estimada de cerca de US$ 140 bilhões, considerando seu valor de mercado de aproximadamente US$ 1,9 trilhão antes da queda.
  • Meta: com uma desvalorização entre 6,93% e 7,26%, perdeu aproximadamente US$ 80 bilhões, considerando seu valor de mercado prévio de cerca de US$ 1,2 trilhão.
  • Alphabet (Google): teve uma queda de 3,2% a 3,88%, resultando em uma perda de cerca de US$ 70 bilhões, partindo de um valor de mercado de aproximadamente US$ 2 trilhões.
  • Microsoft: com uma queda menor, entre 1,82% e 2,1%, perdeu cerca de US$ 60 bilhões, dado seu valor de mercado de aproximadamente US$ 3,2 trilhões.
  • Tesla: caiu entre 4,71% e 5,14%, o que representa uma perda de cerca de US$ 50 bilhões, considerando seu valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão.
  • Nvidia: com uma desvalorização entre 5,02% e 6,90%, perdeu cerca de US$ 200 bilhões, já que seu valor de mercado estava em torno de US$ 2,9 trilhões antes do tarifaço.

Esses valores são estimativas baseadas nas porcentagens de queda reportadas e nos valores de mercado aproximados antes do anúncio das tarifas.

O que é o “tarifaço” de Trump?

O “tarifaço” refere-se a uma série de tarifas de importação anunciadas por Donald Trump, ex-presidente dos EUA, na última quarta-feira (2).

Essas tarifas, que variam de 10% a 49% sobre produtos importados, incluem um aumento de 20% a 34% sobre bens chineses.

A medida faz parte de uma política protecionista para incentivar a produção interna nos EUA e reduzir a dependência de manufatura estrangeira.

A decisão impactou diretamente empresas que dependem de cadeias de suprimentos globais, especialmente na China, como as big techs.

Por exemplo, cerca de 90% dos iPhones da Apple são fabricados na China, o que eleva os custos de produção e pode encarecer os produtos nos EUA ou reduzir as margens de lucro.

O anúncio gerou pânico nos mercados financeiros, provocando quedas expressivas nas bolsas americanas, como o Nasdaq (que caiu 4,95%) e o S&P 500 (que recuou 4,03%).

Economistas alertam que essas tarifas podem desencadear um “choque inflacionário”, pressionando o Federal Reserve a aumentar os juros, o que impacta ainda mais as big techs, que dependem de investimentos de longo prazo e capital barato.

Relação de Trump com as big techs

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas recíprocas em 2 de abril de 2025
Brendan Smialowski

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas recíprocas em 2 de abril de 2025

Durante sua campanha e o início de seu mandato, Trump cultivou proximidade com líderes dessas empresas. CEOs estiveram presentes em sua posse, em 20 de janeiro, e muitos fizeram doações para o fundo da cerimônia, sinalizando uma tentativa de alinhamento.

Inicialmente, Trump parecia apoiar o setor, promovendo uma agenda de reindustrialização que poderia beneficiá-lo, como o investimento de US$ 500 bilhões da Apple nos EUA, anunciado em fevereiro.

Porém, o tarifaço revelou uma tensão: enquanto Trump busca fortalecer a economia americana, suas políticas comerciais afetam diretamente os lucros das big techs, que dependem de produção barata no exterior.

Caos na Bolsa

A Bolsa de Valores de Nova York desabou
ANGELA WEISS

A Bolsa de Valores de Nova York desabou

As bolsas de valores de Nova York enfrentaram um tombo histórico, o pior desde 2020, quando a pandemia abalou os mercados globais. O tarifaço gerou um efeito cascata, com investidores temendo uma guerra comercial global e uma possível recessão.

Enquanto isso, Trump, em uma declaração inesperada, afirmou que acredita que “estamos indo bem”. Ele minimizou a reação do mercado, defendendo que as tarifas vão “fazer a América rica de novo” e que o impacto inicial seria apenas uma fase de ajuste. Segundo ele, é “como uma cirurgia necessária: dói agora, mas vai melhorar depois”.



Fonte: iG

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