Hotel “Abraj Kudai” era a grande promessa da Arábia Saudita
Há dez anos, o “maior hotel do mundo” era anunciado: o Abraj Kudai, em Meca, na Arábia Saudita. No entanto, ele segue apenas um projeto ambicioso de US$ 3 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 18 bilhões), que nunca saiu do papel.
O megacomplexo hoteleiro prometia 10.000 quartos, 45 andares, 70 restaurantes e quatro helipontos. Hoje, porém, nenhuma das 12 torres projetadas sequer foi concluída.
Localizado na cidade mais sagrada do Islã, o hotel foi idealizado para ser o destaque da onda dos megaempreendimentos sauditas e abrigar peregrinos durante o Hajj, evento que reúne milhões de fiéis todos os anos.
Em 2015, imagens do projeto mostravam uma estrutura colossal: o hotel, com direito a shopping center, tinha também um terminal de ônibus, centro de convenções, praças de alimentação e salões de baile. Confira:
Mas o projeto ficou travado por uma série de contratempos, como queda no preço do petróleo, o pilar da economia saudita. Além disso, o empreendimento teve impasses com empreiteiras e falhas administrativas, que impossibilitaram a construção até da primeira torre.
Projeto ainda pode ser concluído
Apesar dos impasses, o Abraj Kudai segue um projeto ativo. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman quer terminar o hotel para transformar a Arábia Saudita em um destino turístico global, ancorado no plano Visão 2030.
O avanço de outros megaprojetos é o que impulsiona essa possibilidade: a cidade futurista de Neom, estimada em US$ 1,5 trilhão (R$ 5 trilhões) já passou pela inauguração de Sindalah, uma ilha para superiates.
Além disso, a Arábia Saudita também está construindo sua primeira ilha residencial privada no Mar Vermelho, enquanto constrói a The Line, a cidade linear de 170 quilômetros, e a estação de esqui Trojena, no meio do deserto.