terça-feira, fevereiro 25, 2025
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Intolerância religiosa representa um terço dos processos de racismo

Da Redação Avance News

A intolerância religiosa representa um terço (33%) dos processos por racismo em tramitação nos tribunais brasileiros, segundo levantamento da startup JusRacial. A organização identificou 176 milénio processos por racismo em todo o país.

No Supremo Tribunal Federalista (STF), a intolerância religiosa corresponde, de harmonia com o levantamento, a 43% dos 1,9 milénio processos de racismo em tramitação na golpe. Nos tribunais estaduais foram identificados 76,6 milénio processos relacionados ao tema, sendo que 29,5 milénio envolvem religião.

O Tribunal de Justiça de São Paulo, com quase 6,5 milénio processos, tem o maior número de casos de racismo religioso. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais tem o maior número de casos de racismo – 14,1 milénio -. Desses, 6,3 milénio envolvem a espiritualidade de matriz africana. Os tribunais regionais do trabalho reúnem 19,7 milénio processos relacionados ao racismo religioso.

Perda de guarda

A vendedora Juliana Arcanjo perdeu a guarda da filha, na quadra com 11 anos, posteriormente levar a moçoila para receber iniciação no candomblé. “O pai dela, não muito contente com a feitura dela, foi no recomendação tutelar e me denunciou por violência doméstica por razão das curas do candomblé e cárcere privado por razão do recolhimento”, conta a moradora de Campinas que chegou a enfrentar um processo criminal.

Mesmo absolvida das acusações, Juliana está há praticamente três anos sem poder ver a filha. “Eles não me concederam nenhuma visitante assistida. Zero”, conta a mãe, que se sente injustiçada. “Foi preconceito puro. Porque toda mãe, todo pai tem o recta de levar seus filhos onde se cultua a religião. O religioso leva o {filho} na igreja. O católico leva o {filho} na igreja e batiza a moço. Agora, o candomblecista não pode levar seus filhos ao candomblé”, reclama.

A última audiência a saudação da guarda da jovem foi há muro de três meses. Juliana diz que aguarda que a jovem seja ouvida por uma psicóloga para embasar a decisão do juiz sobre as visitas à filha.

Fonte: Agência Brasil

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