Pesquisadores desenvolveram uma língua artificial que detecta e elimina rapidamente bactérias dentárias, diminuindo a chance de infecções e doenças graves.
Hoje em dia, o diagnóstico é dado por análises de cultura e testes de DNA, métodos que são demorados e caros. O atraso no começo do tratamento dessas doenças aumenta a taxa de mortalidade de infecções bacterianas causadas por micro-organismos dentários. A língua artificial é uma solução mais simples e barata para o problema.
A tecnologia já havia sido criada mas, em sua versão anterior, a língua apenas fazia a detecção das bactérias através do paladar, imitando o mecanismo do órgão real. A novidade que o estudo publicado na revista American Chemical Society traz é, que além da identificação das bactérias, a língua promove a eliminação dos micro-organismos.
Detecção a partir de cores
Os pesquisadores usam uma partícula em escala nanoscópica no sensor químico que imita enzimas naturais, feitas a partir de partículas de óxido de ferro e revestidas com filamentos de DNA.
Quando o peróxido de hidrogênio e um indicador incolor são adicionados à solução, os filamentos distintos de DNA se associam aos tipos diferentes de bactéria e são associado a sinais de cores.
Diagnóstico rápido
O uso da língua artificial ajudaria em doenças bucais, de halitose a cáries dentárias, mas também na prevenção de problemas de saúde geral, já que infecções dentárias de longo prazo podem levar a doenças potencialmente fatais, como endocardite ou abscessos cerebrais.
Os autores afirmam que “a estratégia de detecção é concluída em 20 minutos, o que é simples e rápido, aumentando significativamente a eficiência do diagnóstico e tratamento. De forma positiva, prevemos que este trabalho possa abrir uma nova via para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas de longa duração”.
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